Janeiro Branco: Um Chamado à Conscientização e Cuidado com a Saúde Mental

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Psicóloga do NOA destaca a importância de zelar pela mente como expressão genuína de amor.

O Janeiro Branco – campanha nacional como o objetivo de sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância da saúde mental e emocional – foi criada em 2014 por um grupo de psicólogos e profissionais da saúde mental, com o intuito de reduzir o estigma em torno dos problemas psicológicos e emocionais, incentivando o cuidado com a saúde mental e fornecendo recursos para a busca de ajuda, se necessário. Juliana Dutra – psicóloga do NOA (Núcleo de Oncologia do Agreste) – destaca que zelar pela mente é uma expressão genuína de amor.

A psicóloga explica que “saúde mental é o estado de bem-estar em que uma pessoa lida eficazmente com as demandas da vida, reconhecendo emoções, limites e procurando apoio quando necessário” e o mês de janeiro foi o escolhido para a promoção da campanha “devido à atmosfera de renovação e estabelecimento de metas típicas do início do ano” e que o “branco simboliza um novo começo, representando a oportunidade de abordar a saúde mental sem os estigmas associados, como se estivesse começando com uma página em branco”.

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) dá conta que 264 milhões de pessoas vivenciam transtornos de depressão e ansiedade. Essa última, por exemplo, acomete cerca de 18,5 milhões de brasileiros. Ainda segundo a OMS, em 2019, quase 1 bilhão de pessoas viviam com transtorno mental, no mundo, sendo 14% adolescentes. O relatório também aponta que pessoas com condições severas de saúde mental morrem em média de 10 a 20 anos mais cedo, sobretudo devido a doenças físicas evitáveis.

O relatório também aponta que fatores como desigualdade social, a pandemia de Covid-19, guerras e crise climática são tidas como ameaças à saúde global. Para se ter uma ideia, o estudo afirma que a depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25%, só no primeiro ano da pandemia, e que o suicídio foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes e 58% ocorreram antes dos 50 anos de idade.

Levando o cenário em consideração, Juliana Dutra enfatiza sobre a importância de se fazer “algo vital para a própria saúde mental: periodicamente, rever suas atitudes, recuperar as energias, encerrar ciclos e dar início a uma nova fase”.

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