A Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) expressou sua insatisfação em relação à decisão do Governo Federal de eliminar a tributação sobre aquisições internacionais que não ultrapassem o valor de US$ 50 feitas em plataformas de comércio eletrônico estrangeiras. Para a Fiec, essa ação acentua a desigualdade competitiva entre as empresas brasileiras e os fornecedores estrangeiros, trazendo consequências prejudiciais para a indústria e o comércio nacional.
De acordo com a entidade, o setor produtivo no Brasil já lida com altos custos de produção, uma complexidade tributária significativa e desafios logísticos substanciais. Nesse contexto, a remoção da chamada “taxa das blusinhas” agrava ainda mais a competitividade da indústria nacional, podendo afetar diretamente a preservação de postos de trabalho formais e diminuir investimentos que são considerados cruciais para o crescimento econômico do país.
A Fiec ressalta que a implementação da tributação sobre remessas internacionais foi um avanço na busca por um equilíbrio nas condições de concorrência entre produtos nacionais e importados. Para a federação, a revogação dessa cobrança representa um retrocesso não apenas para a indústria, mas também para o comércio e toda a cadeia produtiva brasileira.
“A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) reafirma seu compromisso com o fortalecimento da indústria nacional e destaca que a taxação do e-commerce estrangeiro representa um importante avanço na promoção de condições mais equilibradas de competitividade entre os produtos nacionais e os importados”, afirma um trecho da nota divulgada.
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