Economia

Febraban apoia o Pix, responde a críticas norte-americanas e assegura que não há obstáculos à concorrência

No dia 2 de outubro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) manifestou seu apoio ao sistema de pagamentos Pix e respondeu às críticas levantadas pelos Estados Unidos. Em comunicado, a entidade destacou que o PIX representa uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, contribuindo para um ambiente competitivo e para a eficácia do sistema financeiro, além de impulsionar a economia do país. A nota ressaltou ainda que se trata de um modelo acessível e não discriminatório, com a participação de bancos, fintechs e instituições financeiras tanto nacionais quanto internacionais.

Segundo a Febraban, as análises feitas pelo USTR – Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos parecem basear-se em informações incompletas sobre o funcionamento e os objetivos do PIX. A entidade expressou esperança de que as contribuições do Banco Central do Brasil (BCB) e de representantes do setor bancário brasileiro, incluindo bancos dos EUA, sejam consideradas no âmbito da audiência pública ainda em andamento pelo USTR.

A declaração da Febraban surge após a divulgação dos resultados de uma investigação comercial pelo órgão americano, que aponta o Pix como um possível obstáculo à concorrência das empresas dos Estados Unidos no Brasil.

Este posicionamento acontece em um contexto onde o USTR propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos exportados do Brasil a partir de 15 de julho. Essa proposta faz parte de uma investigação sobre práticas comerciais que os EUA consideram desleais.

Na minuta apresentada pelo governo norte-americano, o Pix é frequentemente mencionado como um fator que poderia restringir as operações de empresas estrangeiras no setor de pagamentos digitais. Contudo, essa avaliação é contestada por representantes do sistema financeiro brasileiro.

*Com informações da Agência Brasil