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Jimmy Kimmel defende humor sobre Melania Trump: ‘Foi uma brincadeira sutil

Na última segunda-feira (27), o comediante americano Jimmy Kimmel reagiu às críticas do ex-presidente Donald Trump, que pediu sua demissão após uma piada sobre a primeira-dama, Melania Trump. Kimmel afirmou que seu comentário não era um incitamento à violência contra o líder político.

Trump exigiu a saída de Kimmel da emissora, alegando que o humorista fez uma declaração inaceitável em um de seus monólogos, onde sugeriu que Melania “emana a aura de uma futura viúva”.

O comediante argumentou que sua intenção era apenas fazer uma brincadeira sobre a diferença de idades entre ele e a primeira-dama, enquanto Trump considerou a piada como um “repugnante apelo à violência”.

A controvérsia surgiu dois dias antes de um incidente em que um homem armado tentou invadir o jantar de correspondentes da Casa Branca em Washington, sendo posteriormente acusado de tentativa de assassinato contra Trump.

No programa de quinta-feira passada, Kimmel estava imitando um mestre de cerimônias e, ao se dirigir a Melania, declarou: “Senhora Trump, você tem a aura de uma futura viúva”.

Completando 80 anos em junho, Trump é o presidente mais idoso da história dos Estados Unidos, enquanto Melania, uma ex-modelo nascida na Eslovênia, possui 56 anos.

<pA primeira-dama se juntou a outros republicanos na segunda-feira para criticar Kimmel, pedindo que a ABC "se posicione" contra o apresentador. Kimmel, por sua vez, minimizou as acusações, esclarecendo que sua piada era “obviamente” sobre a diferença etária entre eles.

<p“Foi uma leve piada sobre o fato de que ele está quase nos 80 e ela é mais jovem do que eu”, afirmou Kimmel em seu programa noturno na segunda-feira.

A Casa Branca continuou atacando Kimmel nesta terça-feira. O diretor de comunicação Steven Cheung se referiu ao comediante como “uma pessoa desprezível” em suas postagens na rede social X, criticando-o por não ter pedido desculpas e insistido na piada.

Kimmel também abordou questões relacionadas à retórica do ódio, sugerindo que seria importante discutir isso com Trump. Ele fez referência aos comentários incendiários do ex-presidente sobre diversos grupos sociais e seus opositores políticos.

<p“É essencial rejeitar discursos de ódio e violência”, destacou Kimmel. “Uma boa forma de começar essa redução seria ter uma conversa sobre isso com seu marido”, acrescentou ele dirigindo-se à primeira-dama.

Destaque entre os apresentadores dos programas noturnos de televisão, conhecidos como “late night shows”, Kimmel já havia enfrentado críticas da direita antes, especialmente após comentários sobre o assassinato do influenciador pró-Trump Charlie Kirk no ano passado.

A ABC, propriedade da Disney, chegou a afastar Kimmel temporariamente após as polêmicas, mas acabou reintegrando-o ao programa uma semana depois diante das acusações de censura.