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Fed reduz taxas de juros em 0,25% nos Estados Unidos

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou nesta quarta-feira (29) que reduzirá as taxas de juros da economia dos Estados Unidos em 0,25%, estabelecendo-as entre 4% e 3,75%, em resposta ao aumento dos “riscos de queda no emprego nos últimos meses”. Em comunicado emitido pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed ao término de sua reunião de política monetária de dois dias, o órgão ressaltou que “a incerteza sobre as perspectivas econômicas continua alta”.

O Fed, que já havia realizado um corte similar nas taxas na reunião de setembro, também anunciou que encerrará a redução de seu balanço patrimonial, processo conhecido como ajuste quantitativo, no próximo dia 1º de dezembro, intensificando ainda mais a flexibilização monetária.

O FOMC destacou que está atento aos riscos que afetam ambos os lados de seu duplo mandato – pleno emprego e inflação em torno de 2% – e que considera que “os riscos de queda para o emprego aumentaram nos últimos meses”.

Ao atual arrefecimento do emprego nos EUA se soma uma inflação que atingiu 3% em setembro no período interanual, um nível distante dos picos pós-pandemia de covid-19, mas que, em parte devido aos efeitos das tarifas do governo de Donald Trump, permanece acima do nível desejado pelo Fed.

A decisão está em conformidade com o esperado pela maioria dos analistas, que previam um corte de 0,25% na taxa de referência, apesar da atual falta de dados macroeconômicos publicados nos EUA devido ao fechamento do governo federal, no qual a maior economia mundial está mergulhada desde 1º de outubro.

Como ocorreu na reunião de setembro, Stephen Miran, governador do Fed recentemente nomeado por Trump com o objetivo de impulsionar uma maior flexibilização monetária, voltou a votar contra a decisão aprovada por 10 dos 12 membros com direito a voto do FOMC e afirmou que preferia um corte de meio ponto nas taxas.

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Muitos economistas, assim como a maioria dos membros do FOMC, de acordo com o último resumo das projeções do Fed, acreditam que o nível adequado para o preço do dinheiro até o final do ano estaria em uma faixa entre 3,5% e 3,75%, por isso muitos preveem que, em sua última reunião do ano, em dezembro, o Fed voltará a cortar a taxa em mais 0,25%. No entanto, a persistente paralisação do governo federal e a consequente falta de indicadores para avaliar a saúde da maior economia mundial despertam certas dúvidas sobre outro possível corte em dezembro.

*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert