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Indústria registra leve alta de 0,2% em julho, mas enfrenta queda de 0,5% em relação ao ano passado

No mês de julho, a produção da indústria brasileira cresceu 0,2% em comparação ao mês anterior, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (02/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado marca o fim de uma sequência de dois meses consecutivos de queda no setor.

Com os números de julho, a produção industrial do país acumula um aumento de 1,1% ao longo de 2026 e um crescimento de 0,6% nos últimos 12 meses. Entretanto, o IBGE destacou uma desaceleração nesse crescimento, já que o índice acumulado até junho era de 0,7%.

Em relação a julho do ano passado, houve uma redução na produção industrial de 0,5%. A média móvel trimestral, que serve como indicativo das tendências mais recentes da atividade industrial, também apresentou uma diminuição de 0,8%.

Os dados estão disponíveis na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) realizada pelo IBGE. Ao longo deste ano, a variação da produção industrial em relação ao mês anterior foi positiva em janeiro (2,1%), fevereiro (1%), março (0,1%) e abril (1,2%), seguidas por recuos em maio (-1%) e junho (-1,6%). Em julho, ocorreu uma leve recuperação com a alta de 0,2%.

Dentre as principais categorias econômicas, três mostraram crescimento em julho: a produção de bens de consumo duráveis subiu 3,2%, enquanto os bens de capital aumentaram 2,4%. Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram um incremento de 0,5%. Por outro lado, os bens intermediários sofreram um declínio de 0,2%.

Das 25 atividades analisadas pela pesquisa do IBGE, 13 apresentaram crescimento entre junho e julho. Os segmentos que mais se destacaram foram: equipamentos de informática e produtos eletrônicos e ópticos (12,2%); outros equipamentos de transporte (11,2%); produtos do fumo (11,1%); produtos alimentícios (1%); coque e derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%); máquinas e materiais elétricos (2,3%); além da confecção de vestuário e acessórios (2,6%).

A indústria extrativa foi o principal fator que impactou negativamente os resultados em julho com uma retração de 1%. Outras quedas foram observadas nos segmentos relacionados à impressão e reprodução de gravações (-17,2%) e produtos diversos (-9%). A metalurgia teve um recuo de 1,4%, assim como os produtos químicos (-0,8%) e celulose/papel (-1,3%), que igualmente afetaram o desempenho geral.

O índice de difusão — que representa a proporção dos produtos com aumento na produção — atingiu 69,6% dos 789 itens analisados pelo IBGE. Esse percentual é o segundo maior registrado em 2026 até agora; apenas março teve um número superior com 80,6%.

Apesar da recuperação verificada em julho, a produção industrial ainda se encontra 2,1% acima dos níveis pré-pandemia registrados em fevereiro de 2020. Comparando com o auge histórico alcançado em maio de 2001, o setor opera atualmente a 15% abaixo desse recorde histórico.

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