O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou em uma reunião ministerial que aconselhou Donald Trump durante uma conversa com o presidente dos Estados Unidos. Lula afirmou que mencionou a Trump que o diálogo é mais econômico do que a guerra. Ele acrescentou que acredita no poder do argumento e da palavra para evitar problemas entre os países. Durante a última reunião do ano, foram discutidas as prioridades para 2026 e reflexões sobre os três anos de governo.
No encontro, Lula enfatizou o diálogo como a principal ferramenta do governo, seja na relação com o Congresso ou no âmbito internacional. Ele citou suas conversas recentes com Donald Trump como exemplos de negociações.
Lula também pediu aos ministros uma maior divulgação dos resultados do governo e destacou que, apesar dos indicadores positivos, esses avanços não são tão evidentes nas pesquisas de opinião devido à forte polarização política. Para o presidente, 2026 será o “ano da verdade”, quando os eleitores poderão comparar os projetos para o país. Ele ressaltou que o governo já anunciou suas principais políticas sociais e afirmou que o período eleitoral revelará quem são os verdadeiros atores da política nacional.
Na área econômica, Lula defendeu novamente a importância de fortalecer a renda da população para lidar com questões como inflação, consumo e industrialização. Ele enfatizou que quando as pessoas têm dinheiro, a economia se reorganiza. Além disso, destacou que os bancos públicos aumentaram sua capacidade de investimento, mas ressaltou a necessidade de intensificar esses esforços. Lula reconheceu as dificuldades de comunicação do governo e apontou 2026 como uma oportunidade para melhorar a narrativa junto à população.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que Lula assinou uma medida provisória para reduzir os juros do financiamento de caminhões, atendendo a uma demanda do setor produtivo. Essa iniciativa visa estimular o crédito e impulsionar a indústria de caminhões e outros setores mais pesados da economia. Alckmin também destacou o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que deve abrir novos mercados para o Brasil.
Lula e Alckmin ainda destacaram projetos em andamento no Congresso que podem fortalecer a imagem do governo, como a política tributária já aprovada na Câmara e em análise no Senado. No contexto eleitoral, Lula afirmou que ministros e partidos da base governista terão que se posicionar politicamente em 2026, ano em que parte da equipe deverá deixar o governo para concorrer a cargos públicos.
