domingo, novembro 27, 2022
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Dois policiais militares viram réus por assassinatos de dois jovens após briga em festa em Fortaleza

Vítimas foram perseguidas por outra motocicleta, com dois ocupantes, que começaram a atirar contra o carro. Dois homens são executados dentro de carro em Fortaleza
A Justiça Estadual do Ceará aceitou a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) e dois policiais militares viraram réus pelos assassinatos de dois jovens, após uma briga em uma festa, em Fortaleza, no início deste ano. A decisão foi proferida pela 1ª Vara do Júri de Fortaleza, no dia 17 de junho último.
O juiz determinou também a prisão preventiva dos militares. O soldado Samuel Ferreira Magalhães, de 40 anos, se entregou à Polícia Civil e está detido no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) desde a última terça-feira (23). Enquanto o soldado Willamy Félix Amaral, 33, ainda não foi preso, mas a defesa afirmou que ele tem interesse de também se apresentar, após ser notificado oficialmente do mandado de prisão.
Conforme a denúncia do Ministério Público, na madrugada de 11 de janeiro deste ano, os militares se envolveram em uma confusão em uma festa, no Bairro Mondubim, o que motivou quatro homens a saírem do local – sendo três em um carro e o outro em uma motocicleta.
O grupo foi perseguido por outra motocicleta, com dois ocupantes, que começaram a atirar contra o carro, ao ponto do automóvel colidir com uma calçada, no cruzamento das ruas General Onofre e 26º Batalhão, por volta de 4h45.
Francisco Augusto Militão da Silva, 18, e Willian da Silva Cunha, 21, foram executados no local, enquanto outro jovem foi baleado e socorrido. O crime foi filmado por uma câmera de monitoramento e testemunhado pelo quarto homem, que acompanhava os amigos em uma motocicleta. (Veja nas imagens abaixo)
Dois homens são executados dentro de carro em Fortaleza
A investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, apontou Samuel Ferreira e Williamy Félix como os autores do crime.
Segundo o MPCE, os PMs “são conhecidos na localidade por serem pessoas perigosas e contumazes na prática de delitos”. Já as vítimas seriam ligadas a uma facção criminosa e ao tráfico de drogas da região, sendo que William Cunha já tinha sido preso pelo crime.
Defesas dos PMs
O advogado Kaio Castro, que representa defesa do soldado Ferreira, nega a participação do cliente no crime e alega que o mesmo se apresentou à Polícia para demonstrar boa-fé e inocência no caso.
“Há uma acusação sem prova testemunhal que tenha presenciado o fato, sem mensagens e/ou ligações telefônicas que façam, pelo menos, presumir a veracidade da acusação, embasada apenas num ‘ouviu dizer’ de terceiro que não presenciou também. Aludida falácia restará totalmente refutada quando da realização da perícia, haja vista a fisionomia dele (PM) ser bem diferente dos executores”, afirma o advogado.
Já o advogado Cícero Roberto, que patrocina a defesa de Félix informou que o militar “se apresentará na DHPP até segunda-feira, uma vez que a decisão judicial deve ser acatada e, tão logo nos seja dado acesso aos autos que ainda correm em segredo de justiça, entraremos com o pedido de revogação de sua prisão, por inexistir neste momento os requisitos autorizadores do cerceamento da sua liberdade”.
Testemunha morta
O homem que acompanhava o trio baleado em uma motocicleta e que testemunhou o crime é Leonardo de Sousa Soares.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, ele prestaria depoimento à Polícia Civil sobre o duplo homicídio no dia 14 de janeiro deste ano, mas foi assassinado no dia anterior. O caso e a possível ligação com as outras execuções são investigados pelo DHPP.

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