quinta-feira, dezembro 1, 2022
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Associação de Moradores do bairro Serrinha, em Fortaleza, já ajudou cerca de 2 mil famílias durante a pandemia


De acordo com a diretora da Amorbase, já foram doados mais de 6 toneladas de alimentos, cestas básicas, de março até junho. Associação de Moradores do bairro Serrinha já ajudou cerca de 2 mil famílias durante a pandemia
Arquivo pessoal
A iniciativa criada em meio a pandemia do novo coronavírus, com o nome “Periferia contra o coronavírus”, para auxiliar a população mais vulnerável nesse momento de crise, tem dado resultados bastante positivos. Com a Associação de Moradores do Bairro Serrinha (Amorbase) a frente das ações, cerca de 2 mil famílias já foram beneficiadas com doações de cestas básicas.
O projeto, além da Amorbase, engloba dez outras entidades do bairro. Para a diretora da Associação, Franciane Lima, é como se a Amorbase “fosse um guarda-chuva grande e embaixo dela, várias entidades menores”.
Quentinhas também são distribuídas a pessoas em situação de vulnerabilidade
Arquivo pessoal
A iniciativa foi pensada para garantir pelo menos o básico para algumas famílias passarem a pandemia sem precisar se expor e sair do isolamento social. Então, o trabalho principal foi feito com cesta básica, kit higienização e máscaras de pano, confeccionadas por costureiras da própria comunidade.
Atuações da associação
“Ajudamos desde março e a demanda é muito grande, nós já entregamos, para mais de 2 mil famílias, cestas [básicas], já são cerca de seis toneladas de alimentos. Juntando todas as ações [feitas até agora]”, destacou Franciane. “Em apenas uma ação já conseguimos contemplar 100 famílias, cada ação é um número muito alto que a gente consegue atingir”, completa.
As ações de solidariedade são financiadas por meio de vakinha online – site de arrecadar doações na internet – que foi criada no dia 25 de março, onde todo o dinheiro arrecadado é transformado em cestas básicas.
Mesmo sem planos para parar as ações, e ainda recebendo doações e ajuda, o presidente da Amorbase admite o medo de não conseguir ajudar mais, no caso de uma segunda onda do vírus Sars-Cov-2. “Somos uma equipe pequena, a gente fica no limite, e às vezes a gente não tem como garantir cestas básicas para todo mundo, como por exemplo se acontecer uma segunda onda de contágio”, lamentou.
Algumas cestas básicas têm revistinha de colorir, que destaca mulheres negras e a prevenção ao novo coronavírus.
Arquivo pessoal
A associação também conta com parceiros como o Instituto Nordeste Cidadania (INEC), que possibilita cerca de 300 cestas básicas por mês, a ONG Ser Ponte – de alcance nacional – que está oferecendo ajuda de custo de 180 reais, por três meses, a quatorze famílias da comunidade, a Universidade Estadual do Ceará (Uece), que ajudou na doação de 1.900 quentinhas, produzidas no Restaurante Universitário (R.U) para catadores de recicláveis, este mês e o Projeto Baobá.
O fundo Baobá também auxiliou em uma diferencial nas cestas básicas doadas pela associação de moradores, uma revistinha de colorir, que destaca mulheres negras e a prevenção ao novo coronavírus. “[Tem nas cestas] umas revistinhas para crianças, que não estão neste momento indo para escola, poder desenhar e são sobre o tema coronavírus”, destaca Pool Almeida.
Para o presidente da Amorbase, Pool Almeida, além de enfrentar esse momento de pandemia, um grande desafio vem pela frente, o pós-pandemia. “Fortalecer essa rede de solidariedade é o desafio. Com certeza uma grande depressão econômica e cada vez mais, a gente [da periferia] volta para a precariedade e desemprego. Agora é pensar como tirar dessas experiências de solidariedade, para o que vai vir, que é a precarização da vida”, conclui.
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