quinta-feira, dezembro 1, 2022
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Assassinatos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo completa 10 anos e acusados respondem em liberdade


Vítimas foram mortas depois que ex-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários descobriu irregularidades em contrato com empresa de plano de saúde. Morte de colombiano e esposa completa 10 anos e familiares das vítimas pedem justiça
Os assassinatos do ex-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Paulo Colombiano, e da esposa dele, Catarina Galindo, completam 10 anos nesta segunda-feira (29). Os envolvidos no crime aguardam julgamento em liberdade.
Paulo Colombiano e Catarina Galindo foram mortos depois que o ex-tesoureiro descobriu irregularidades no contrato com a empresa de plano de saúde do sindicato, a Mastermed. Antes de ser assassinado, Colombiano sugeriu rever o contrato do plano, de propriedade dos acusados de mandar matar o casal.
No domingo (28), as famílias das vítimas divulgaram uma carta pedindo justiça. No documento, eles afirmam que os mandantes do crime foram os irmãos Claudemiro César Ferreira Santana e Cássio Antônio Santana, tese confirmada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e pelas investigações da Polícia Civil.
Além dos dois mandantes do crime, aguardam julgamento em liberdade também outros três homens identificados como executores: Edilson Duarte de Araújo, Adailton de Jesus e Wagner Luiz Lopes. Eles chegaram a ser presos, mas depois foram liberados.
Paulo Colombiano e Catarina Galindo foram assassinados na noite de 29 de junho de 2010, quando chegavam em casa, no bairro de Brotas, em Salvador. O carro em que o casal estava ficou crivado de balas.
No processo judicial, consta as irregularidades que Colombiano descobriu, entre elas que a Mastermed recebeu R$ 106 milhões de reais do sindicato. A principal desconfiança de Paulo Colombiano era o fato de que cerca de R$ 35 milhões foram pagos só com taxas administrativas.
O ex-tesoureiro encontrou também dívidas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Receita Federal, diminuído despesas geradas pela diretoria do sindicato.
Cronologia do caso
Catarina Galindo e o marido, o sindicalista Pedro Colombiano foram mortos em 2010 na Bahia
Imagem/TV Bahia
29 de junho de 2010 – Paulo Colombiano e Catarina Galindo são mortos ao voltar para casa, depois que o ex-tesoureiro fez uma investigação interna relacionada a irregularidades no pagamento dos gastos com plano de saúde.
17 de maio de 2012 – Os cinco suspeitos de envolvimento nas mortes de Colombiano e Galindo foram presos, mas soltos logo depois.
17 de maio de 2012 – Polícia conclui que casal foi assassinado por causa da investigação relacionada às irregularidades dos contratos.
4 de outubro de 2012 – Ministério Público pede prisão de suspeitos de morte de sindicalista.
23 de outubro de 2013 – Três testemunhas de morte de casal sindicalista depõem em audiência
17 de dezembro de 2013 – Os cinco suspeitos na morte de Paulo Colombiano e esposa são ouvidos em audiência.
30 de junho de 2014 – Sindicalistas fizeram ato em frente ao Fórum Ruy Barbosa para cobrar justiça.
21 de novembro de 2017 – Desembargador pediu vista do processo e o julgamento dos recursos sobre morte do casal foram adiados.
5 de dezembro de 2017 – Desembargadores anulam sentença que mandava réus do caso da morte de sindicalista a júri popular
29 de junho de 2018 – Parentes e amigos do casal fazem novo protesto para pedir agilidade da Justiça.
28 de junho de 2019 – Rodoviários e amigos de casal de sindicalistas assassinado fazem protesto para pedir justiça.
Veja mais notícias no G1 Bahia.

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